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  Erínias, as Fúrias

As Erínias são as Fúrias, as Deusas zangadas que vingam qualquer crime ou atentado à lei natural e à moralidade. Habitantes do Hades, estas Deusas Ctónicas eram tão temidas que no dia a dia lhe era dado o nome Euménides, acalmadas ou bem-intencionadas, por oposição a Erínias, zangadas ou caçadoras. As poucas ocasiões em que eram invocadas era para pedir vingança por um crime, o que as despertava do seu sono no Hades e as trazia para a Terra em perseguição do criminoso.

Importam-se especialmente por crimes de filhos contra pais, pois nasceram de Gaia pelo sangue de Urano castrado, mas também estão atentas a assassínios, perjúrio e violação das leis da hospitalidade e dos suplicantes e falta de respeito à idade. A sua principal punição é a culpa ao estilo de uma consciência severa que leva à loucura. Por vezes, se o crime for suficientemente atroz, como com Orestes que matou a mãe, Clitemnestra, o castigo estende-se ao País ou região que abriga o criminoso através da fome. Por este motivo, as Erínias estão tanto sob o domínio de Hades e Perséfone, como de Deméter, havendo até uma Demetér Erínia.

O seu número é sempre muito variável, até tardiamente em que se adoptaram três: Tisifone, Alecto e Megera. Estas passam a maior parte no Hades punindo eternamente os criminosos que atentaram contra os Deuses, e só se deslocam à terra quando são invocadas em maldições. Nestas situações nada as para e não são acalmadas por preces, sacrifícios, festivais, hinos ou lágrimas de qualquer tipo.

São representadas como seres alados com serpentes no cabelo a servir de tiara, serpentes enroladas nos braços e nas ancas e com chicotes nas mãos.
 

~Miguel