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Hebe, Deusa da Juventude
Deusa da Juventude e de todo o vigor
com ela implicado, Hebe é filha de Hera e Zeus e herdou da mãe o
presídio sob o casamento: Hebe é a Deusa das noivas jovens que foi
oferecida pela sua mãe a Héracles em casamento, depois de este ter
conseguido ultrapassar todos os obstáculos que Hera pusera no seu
caminho para ele crescer.
O mito conta que em tempos Hebe era a portadora da taça das bebidas
no Olimpo, transportando-a durante os banquetes dos Deuses, enchendo
as suas taças quando estas se esvaziavam. No entanto, inundada do
fulgor da juventude, ela entornou acidentalmente um pouco de
ambrósia sobre um Deus e foi imediatamente removida do cargo. Zeus
viu nisto uma oportunidade e pôs o seu amante Ganimedes no lugar da
filha, para assim o proteger da sua mulher, Hera.
Como aquela que alimentava os Deuses, Hebe é vista também como a
Deusa da Imortalidade, aquela que concede a força com que os Deuses
não envelhecem e permanecem "congelados" na sua imagem arquétipo,
que seja de adolescente, como em Eros, de jovem, como em Apolo ou
Artémis, de adulto, como Deméter ou Héstia, ou de pessoa madura,
como acontece com Zeus ou Poseidon. Para além disso é também a ela
que os mortais recorrem para obter juventude, quer seja para a
manter quer para obter um rejuvenescimento o que faz dela, de acordo
com a nossa sociedade, uma das Deusas da beleza.
Assim, não admira que Hebe fosse frequentemente associada com
Afrodite, quer como sua companheira ou sua mensageira que ao
espalhar a juventude espalha também as paixões associadas a ela e a
beleza. Mas permanece também sempre associada à sua mãe, Hera,
cuidando dela e dos seus filhos. Finalmente, encontramo-la ligada
intimamente a Héracles, o seu marido. O seu culto é, na maioria das
vezes, sempre misturado com o destes Deuses e raramente individual,
excepto, talvez, a nível individual com pessoas a quererem a sua
juventude, mas isto não passa de mera conjectura.
Possuía, no entanto, um templo e culto só para ela em Flios, no Sul
da Grécia. Aí era chamada com o epíteto de Ganymeda e não possuía
qualquer imagem de culto, o que é bastante invulgar. Em Flios a
Princesa era também venerada como a que perdoa os que suplicam por
perdão: criminosos ou pessoas que procurassem expiação no seu templo
eram perdoados pela Deusa e livres de todos os crimes.
É possível, segundo Aelian, que os seus animais sagrados fossem o
galo e a galinha que eram mantidos no templo em honra de Hebe e
Héracles. Provavelmente o galo será sagrado a ele e a galinha a ela,
já que o complexo sagrado era contituído por dois templos e as
galinhas eram alimentadas no de Hebe, existindo uma corrente de água
entre os dois templos para que não haja galinhas no de Héracles nem
galos no de Hebe.
Um dos seus epítetos era Basileia, a Princesa, e ela era muitas
vezes chamada assim, sem qualquer outra referência a quem se
tratava, o que faz dela a Princesa dos Deuses. Outro título, Dia, a
Brilhante, ou a de Zeus, reforça isto, já que este título pertencia
também a Zeus sob a forma de Dios. Outro título seu, Ganymeda,
significa "a Princesa que faz felicidade" indica também a sua
ascenção real.
~Miguel
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